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terça-feira, junho 07, 2005

Fujimori vendia pasteis na feira

Ele não tinha as mãos. As perdera no trabalho. Não importa que trabalho, isso não interessa agora, nem tão pouco como perdera. Bem, Maria amava ele. Muito, mesmo. Até ter que suportar dar banho, comida e por pra dormir, mesmo pelo fato dele não ser uma criança, ou um doente. Ele era tísico, fraco, e quase não conversava mais. Maria achou que era por ela não conseguir fazer ele se abrir, confessar seus medos, receios. Certa vez, quando criança, ouviu adultos conversando e dizendo que a chave para alguém falar a verdade era pegar na sua mão e olhar nos olhos. Maria chorava. Por dentro é claro, ele não poderia ver, ficaria mais triste ainda, pensava ela. Na hora da janta, era sempre igual. Ela dava pra ele a comida, enquanto ficava fitando o vazio a sua frente imóvel, mascando, não mastigando, pois parecia vacas se alimentando, pensava, elas baixam a cabeça e arrancam o capim e ficam a ruminar, fitando o vazio. Maria angustiada pôs sua mão onde deveria ficar as dele, fitando-o. Naquela noite conversaram.
Everson Kleim * Publicado no Ap da Osvaldo - 2003


 
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