Ala(r)gamento
Ocorreu-me em sonho: o que aconteceria se um vampiro fosse mordido por um morto-vivo?
Creio que as idéias mais largadas de todas são os sonhos, afinal. Falo dos sonhos noturnos — porque existem vários tipos de sonhos: os devaneios, os anseios, os ideais, os pesadelos, as utopias, as ilusões e, não esqueçamos, os pães recheados com doce-de-leite.
São tantos os sonhos que temos (os noturnos) que cabe a óbvia metáfora do iceberg: não enxergamos a maior parte, que está abaixo da superfície, e o todo é muito mais largo do que pensávamos. Largamos a grande maioria da minoria insignificante que podemos (ou queremos) pescar pela manhã.
Aí, já podemos encaixar a metáfora talvez não tão óbvia, se bem que muito mais comum, e com certeza mais bela, da água: nosso inconsciente, reflexivo na parte de cima, fluído, mais escuro à medida que descemos. O que não lembramos não está na consciência, portanto... bem simples.
“Iceberg” significa “montanha de gelo” em alemão, e aí eu já não sei o que isso significaria aqui; nem todas as pessoas são frias e duras mas, talvez, todos sejamos essencialmente solitários. Ou talvez sejam só os alemães mesmo.
“Dizem que sonhar está morto, ninguém faz isso mais. Não está morto, é apenas que foi esquecido, removido de nossa linguagem. Ninguém ensina mais, então ninguém sabe que existe. O sonhador é banido para a obscuridade. Bem, estou tentando mudar tudo isso, e eu espero que tu também estejas. Sonhando, todos os dias.”
(‘Waking Life’, Linklater, 2001)
Já “Blog” é diminutivo de “Weblog”, que é o inglês de “registro da Rede”, ou “diário da Rede”. Se bem que, dizem uns, “Blog” significa “Better Listings On Google”, e faz sentido... Mas a Rede, sabemos, é onde navegamos em meio a um mar de informações (muitas vezes excessiva).
Outros já disseram que os sonhos noturnos não são mais do que a compensação, a revolta, o lixo, a negação ou o limite da consciência. De qualquer modo, no senso comum, cada um de nós “se larga” no sonho.
Bom, talvez os Blog’s sejam um tipo de sonho: de que outros nos leiam, de que a Rede seja bela, de que possamos afinal nos comunicar. Ou, talvez, sejam apenas idéias largadas mesmo, alargadas para além de nós e para mais do que sonhos, simplesmente porque nunca iriam para algum outro lugar.
Creio que as idéias mais largadas de todas são os sonhos, afinal. Falo dos sonhos noturnos — porque existem vários tipos de sonhos: os devaneios, os anseios, os ideais, os pesadelos, as utopias, as ilusões e, não esqueçamos, os pães recheados com doce-de-leite.
São tantos os sonhos que temos (os noturnos) que cabe a óbvia metáfora do iceberg: não enxergamos a maior parte, que está abaixo da superfície, e o todo é muito mais largo do que pensávamos. Largamos a grande maioria da minoria insignificante que podemos (ou queremos) pescar pela manhã.
Aí, já podemos encaixar a metáfora talvez não tão óbvia, se bem que muito mais comum, e com certeza mais bela, da água: nosso inconsciente, reflexivo na parte de cima, fluído, mais escuro à medida que descemos. O que não lembramos não está na consciência, portanto... bem simples.
“Iceberg” significa “montanha de gelo” em alemão, e aí eu já não sei o que isso significaria aqui; nem todas as pessoas são frias e duras mas, talvez, todos sejamos essencialmente solitários. Ou talvez sejam só os alemães mesmo.
“Dizem que sonhar está morto, ninguém faz isso mais. Não está morto, é apenas que foi esquecido, removido de nossa linguagem. Ninguém ensina mais, então ninguém sabe que existe. O sonhador é banido para a obscuridade. Bem, estou tentando mudar tudo isso, e eu espero que tu também estejas. Sonhando, todos os dias.”
(‘Waking Life’, Linklater, 2001)
Já “Blog” é diminutivo de “Weblog”, que é o inglês de “registro da Rede”, ou “diário da Rede”. Se bem que, dizem uns, “Blog” significa “Better Listings On Google”, e faz sentido... Mas a Rede, sabemos, é onde navegamos em meio a um mar de informações (muitas vezes excessiva).
Outros já disseram que os sonhos noturnos não são mais do que a compensação, a revolta, o lixo, a negação ou o limite da consciência. De qualquer modo, no senso comum, cada um de nós “se larga” no sonho.
Bom, talvez os Blog’s sejam um tipo de sonho: de que outros nos leiam, de que a Rede seja bela, de que possamos afinal nos comunicar. Ou, talvez, sejam apenas idéias largadas mesmo, alargadas para além de nós e para mais do que sonhos, simplesmente porque nunca iriam para algum outro lugar.






