Sem titulo
Na manhâde domingo resolvi morrer. Juntei todos os meus pertences em uma grande mala, dei comida para o cachorro, lavei a louça e deitei-me esperando. Desejava isso, então simplemente deitei e esperei. Nunca gostei de suicídios, me sentia atraído pela morte, mas não provocada, sim expontânea. A morte era desejada por mim, então eu havia decidido morrer, era a minha hora e agora olhava para o teto deitado em minha cama, esperando.
Esperei durante o dia inteiro, estava cansado, e quando eram duas da madrugada ela apareceu. Linda, vestia um longo negro que caía até os pés, a maior beleza que eu já presenciara e agora ainda mais a desejava.
Ela pegou-me pela mão e me guiou até a sala de jantar onde tinha uma mesa posta com velas acessas. Tomamos vinho branco, jantávamos, eu cada vez a desejando mais e mais, dizia-lhe palavras doces ao seu ouvido. Seus lábios vermelho brilhantes, confidenciavam assim para mim o mais belo, dos belos sorrisos.
Aproximei-me dela e a beijei suavemente, sentindo sua boca, degustei mais um vinho e na minha descontração engasguei-me com o peixe, tossia, tentava respirar e não podia, ela via e se deliciava, eu sentia a vida se esvaindo. Sem perceber, fazíamos amor.
Everson Kleim






