Vale do Desespero
Só ouvia gritos de desespero, nada mais.
Estava trancada num quarto escuro, sem noção do tempo que passava. Não chorava mais, não tinha mais vontade. Suas lágrimas já haviam secado há muito, dias depois de chegar naquele local. Não sentia mais fome ou sede, apenas se resignou.
Ficou ali no escuro por longo tempo, só escutando os berros e choros desesperados dos recém chegados.
Não queria mais sair daquele lugar, por mais horroroso que pudesse ser. Não iria conseguir viver em paz, não cnseguiria viver de outra forma, senão em meio aquele desespero todo.
Suas roupas, estavam viradas em trapos, imundos, fétidos. Seus cabelos estavam duros de tanta sujeira, os piolhos e carrapatos tomaram conta.
Era uma pessoa triste, muito triste e sozinha.






